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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Conto Desespero ..Parte 2




Acordo com dores, doi-me tanto o corpo não sei ao certo onde. Estou cansada... cansada de tanto desespero, cansada da vida, gostava de saber onde estou, o que faço aqui, por vezes nem sei quem sou, o que fiz ou o que vou fazer. Tenho tantas perguntas para  as quais busco respostas, mas em vão.
A minha vida é vazia, não sei qual é o caminho que devo tomar, acho que estou perdida...
Tento recordar o passado mas a minha mente está confusa, não sei à quanto tempo me encontro prisioneira, mas por vezes tudo parece um sonho, do qual não consigo acordar.
Desperto deste meu transe com vários barulhos vindos do exterior, não sei ao certo o que seja, mas talvez uma esperança para a minha liberdade. Sinto uma presença, estou com medo, não dei pela sua entrada, alguém está aqui comigo, sinto-o, algo aproxima-se, o meu coração dispara quero gritar, não consigo, vejo uma chama, de uma vela que se acendeu, aos poucos vou saindo desta escuridão mas apesar disso  não consigo ver quem está comigo no cativeiro, mas sinto-o. Viro-me de costas para a vela e reparo numa sombra ao meu lado, o que pretende? Não consigo destingui-la não está suficientemente perto,  vai-se aproximando...a minha angustia aumenta,e o que consigo ver  é apenas a chama reflectida na lâmina de uma faca...













Fonte: Imagem daqui

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Conto: Desespero



















Onde estou? Não compreendo...tento abrir os olhos e tudo o que vejo é escuridão. Tenho medo...
Tento levantar-me mas as minhas pernas não me deixam. Silêncio, apenas silêncio...Pergunto-me Onde Estou? Sei que estou deitada, mexo as mãos, levanto os braços e procuro respostas. Não encontro nada, apenas sinto o chão, frio, duro, húmido...Não sei onde estou ou como fui ali parar, tenho medo, muito medo, novamente tento erguer-me, não consigo. As minhas pernas tremem, não sei se de frio se de pavor ou talvez de ambas. Fecho os olhos, tento acalmar-me. Preciso de me manter calma, não posso deixar que o medo me domine. Novamente tento levantar-me, seguro-me à parede e finalmente consigo, estou sem forças e com muito custo mantenho-me de pé. Sinto-me cansada, vou seguindo a parede até chegar a uma porta, a escuridão é absoluta. As paredes são frias, húmidas, bastante irregulares. Dou vários passos e sinto uma textura diferente na parede, talvez uma porta, procuro em busca de uma fechadura ou algo que possa abri-la. Encontro uma maçaneta, rodo-a mas a porta não abre, deve estar trancada. Bato, pontapeio, grito... preciso que alguém me ajude!
Onde estou?
Passam horas ou talvez minutos que paressem eternos, não tenho noção da passagem do tempo .A escuridão é tanta que por vezes não sei se estou acordada ou se estou a dormir.
Não me lembro de nada, não sei como vim aqui parar, não sei à quantos dias estou neste pesadelo, passo a maior parte do tempo a dormir, sinto-me tão cansada.
Oiço passos, o meu coração dispara, arrasto-me até à porta, não sei se grito ou se me mantenho em silêncio. Os passos aproximam-se, a porta abre-se e um raio de claridade trespassa a escuridão. Uma sombra invade o meu espaço, recuo lentamente até ficar encostada à parede, tenho medo...
O meu corpo começa a descontrolar-se, a minha mente bloqueia, as batidas no meu peito estão cada vez mais rápidas...quero sair daqui. A sombra afasta-se e com ela a luz que entrara no quarto.
O que querem de mim? O que pretendem?
Tenho sono...as minhas pálpebras estão pesadas não tenho força para as manter abertas...


Continua...



Fontes: imagem web